23 de maio de 2012

EUA - Georgia parte II

Da primeira vez que fui para a Georgia, apesar de estar a "apenas" uma hora e meia de carro de Atlanta, a única coisa que conheci da capital foi o (grande) aeroporto. É certo que as circunstâncias eram outras - o casamento da minha irmã - e isso por algum motivo foi mais importante que o jogaço pelos playoffs da NBA 2009 entre Atlanta Hawks e Cleveland Cavaliers (LeBron James fez uns 40 pontos) que teve naquela semana. Vai entender...;-)

Centennial Olympic Park
Mas dessa vez a gente não deu esse mole e foi conhecer a cidade sede das olimpíadas de 1996, que marcou o centenário dos jogos olímpicos. A gente só esqueceu de combinar com Julia, e com o clima. Não que estivesse chovendo, mas o frio estava de lascar, e Julinha perdeu a paciência com tantas viagens e perrengues. Pra quem não tinha nem 3 meses de idade, até que ela tava segurando muito bem a onda.

Centennial Olympic Park
Principalmente por conta disso, abrimos mão de um passeio mais longo e completo, e ficamos só pelo Centennial Olympic Park, que é justamente o local feito em homenagem aos 100 anos das olimpíadas e aos jogos de 1996, mas a Philips Arena (onde teve aquele jogo de que falei no começo) e o Aquário (um dos maiores do mundo) ficam bem próximos de lá. Um outro passeio que eu também faria seria o relacionado ao Martin Luther King, que nasceu em Atlanta, caso você não saiba (eu não sabia).

Centennial Olympic Park

Centennial Olympic Park
Outros passeios que talvez alguém queira fazer lá são as visitas à CNN e à Coca-Cola, empresas que têm sede em Atlanta, mas confesso que não é muito a minha praia. Como deu pra perceber, eu não conheci Atlanta. Só "passei a vista" nela, o que foi uma pena dado o sacrifício de deslocamento que foi nos levar até lá (ainda assim, com total boa vontade!).

e pé na estrada...
Voltamos pra Rome e, nos dias que nos restavam por lá, não fizemos nada muito relevante bloguisticamente falando, mas nos divertimos, compramos (sempre), comemos em lugares bem recomendados (pelo custo/benefício), passamos momentos legais com os pais do meu cunhado, e fomos ao Berry College. Minha irmã fala dele aqui.

Alguns dias depois disso fomos pra New York, onde estaríamos por nossa conta.
Isso eu conto, possivelmente dia-a-dia, nos próximos posts.
Até!

7 de maio de 2012

EUA - Georgia parte I


Na primeira parte dessa viagem aos EUA ficamos na casa da minha irmã, na Georgia, por uma semana. Nos preparamos pra uma semana bem tranquila, com o único objetivo de ficar babando a nossa sobrinha Julia, sem maiores pretensões, afinal de contas Rome, apesar de simpática, é uma cidade pequena sem muito o que fazer (principalmente turisticamente falando), e longe de tudo (para os nossos padrões).

o simpático centrinho de Rome
Por outro lado, esse período em Rome nos proporcionou um tipo de experiência que uma viagem turística convencional não oferece: imersão cultural. Na Georgia pudemos falar inglês muito além do "how much" (que é basicamente 80% do que você vai dizer em Miami, por exemplo) e viver por alguns dias mais ou menos como vive um morador típico, guardadas as devidas proporções.

o simpático centrinho de Rome
Além disso, a Georgia faz parte do que o Seth Kugel (colaborador do NY Times que tem um blog de viagens no Ig) chama de EUV: Estados Unidos de Verdade. Segundo ele, os destinos americanos mais visitados por brasileiros, Disney e NYC, são tão diferentes do resto do país que não representariam sua essência (ou sua pluralidade). Eu concordo em parte, e acho que o melhor lugar para se conhecer os tais "EUV" é o sul do país, onde as pessoas são mais receptivas e simpáticas, e a comida costuma ser boa!

o simpático centrinho de Rome
Mas estávamos errados em achar que a semana seria tranquila e devagar, e no final das contas todos os dias tivemos alguma coisa pra fazer, e ainda passamos perto de um tornado (na verdade, ele é que passou perto de nós), que arrasou cidades relativamente próximas.

E lá começou a ser criado o monstro da viagem: o monstro das compras, the shopping madness! Como minha irmã já tem as manhas de onde comprar coisas baratas por lá, nos levou aos lugares certos, o que nos poupou tempo em NYC, e possivelmente dinheiro também, já que lá (na Georgia) as coisas são mais baratas (e o sales tax também). Sim, a Georgia tem outlets...(e sem turistas)

o simpático centrinho de Rome
E a Julinha, no meio disso tudo?
Bom, ela já começou a mostrar a quem puxou ao segurar a onda muito bem durante quase todo o tempo que passamos rodando de um lado pro outro, mesmo tendo menos de 3 meses de idade na época.

Julia, o dia na rua. Tá tranquilo, tio!
No próximo post eu conto sobre (o pouco de que vi de) Atlanta e a ida pra NYC.
Até


27 de abril de 2012

EUA - a chegada na Georgia

Minha irmã mora em Rome, uma pequena cidade ao norte de Atlanta, no sul dos Estados Unidos. Não sei se eu já disse isso antes aqui, mas nessas horas morar no nordeste torna as coisas muito complicadas, e a nossa viagem de ida envolveu uma conexão em SP e outra (de seis horas) em Miami, antes de embarcarmos para Atlanta. A volta foi ainda pior, mas isso eu conto depois.

Em relação à minha primeira viagem aos EUA (que foi em 2009) os procedimentos de entrada no país foram mais tranquilos, apesar de me pedirem pra explicar (de novo) o que era o meu trabalho aqui no Brasil. Costumo brincar que eles não vão muito com a minha cara porque... eu meio que tenho cara de árabe! Brincando, brincando, sempre rola uma situação estranha comigo, seja um "double-check" no meu passaporte e/ou perguntas adicionais em controles de segurança deles. Mas, como somos os turistas que mais gastam no país deles e além disso compramos a metade dos imóveis de Miami... nos recebem bem melhor que em outros tempos! (só falta seguirem a recomendação da Hillary e nos recebem com um sorriso no rosto!)

Passada a migração (e sempre haverá aquele frio na barriga; culpa deles), ficamos perambulando pelo aeroporto de Miami, esperando a hora do voo pra Atlanta. Eram 6 da manhã e ficamos um tempo considerando a possibilidade de pegar um táxi e fazer um city-tour relâmpago. De repente aquilo faria mudar a minha opinião sobre Miami (não me interesso pela cidade). Como todas as coisas de valor estavam na nossa bagagem de mão, desistimos da ideia.

Resolvemos então parar pra tomar café num restaurante mexicano perto do nosso portão de embarque. (não pergunte, eu nem lembro o porquê da escolha). Bacon and eggs it is, acompanhado de uma budweiser (não seria legal ir de tequila àquela hora...). Pode ser que a mistura de todas essas coisas tenha nos causado um momento de alucinação coletiva, mas eu juro que ouvi tocar no restaurante uma versão de Eguinha Pocotó. Isso sim é globalização!

Depois de mais algumas horas esperando, e mais duas voando, chegamos em Atlanta. De lá, minha irmã nos buscou pra mais uma hora e meia de carro até chegar na casa dela. Julia, você tem que me amar ;-)

on the road...
Como eu evito posts muito longos (pelo menos em texto), vou deixar pra falar sobre a nossa estada na Georgia para os próximos (1 ou 2 posts).

Até!